Isso não é para qualquer um!!
30 sexta-feira dez 2011
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Dia 30 de dezembro de 2011, último dia útil do ano! A Lagoa era só nossa! Fabiola e Lulu direto na raia. Subindo e descendo, pegando mate com o Irineu! Eu, ainda no canoe, dando volta nas raias da escolinha! A última volta, me aventurei nos 1000m! O trio ternura desceu a raia dos 1000m juntinho! Eu ralando no canoe!
Acabamos o treino e saí da água! Estava na rampa conversando quando, de repente, Lulu me chama e fala: “hoje você vai entrar no skiff. Você não vira o ano sem ter entrado no skiff”! Tentei fugir de todas as formas, mas não teve possibilidade!
Eu suava frio!! Até porque era uma responsabilidade muito grande entrar no barco da Lulu! Sentei no barco e Lucia pedindo para o Vitor segurar a borda para que eu tivesse chance de treinar o equilíbrio. Ahhh! Esqueci de mencionar que o Vitor é nosso ilustre técnico. Bem, não tive nem tempo de pensar, o Vitor empurrou o remo e disse: “Você sabe remar, nada de segurar borda”! E não é que deu certo! Eu fiquei tão surpresa porque eu achava que seria um pesadelo. Pelo contrário, foi bom demais! Meu final de ano estava completo! A atitude da Lulu foi demais! Imagina a preocupação dela em me colocar no skiff! O incentivo de que eu tinha que aprender e tudo mais! Isso é muito bom! Esse tipo de experiência é que eu gosto de compartilhar com as pessoas! É um esporte que vai além do esporte!!!
16 domingo out 2011
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Depois que tive que me deparar com todos os meus fantasma na última regata, fiquei de “bobeira”e não quis ir remar. Disse que estava cansada e que o tempo estava ruim, ainda tinha que lidar com aquela situação de ter perdido e ter que lidar com isso. Na minha cabeça, eu tinha que resolver uma coisa de cada vez. Primeiro, eu teria que processar a questão de ganhar ou perder no contexto da minha existência. Eu sei, todo mundo tem esse processo e é natural da raça humana, mas eu percebi que isso me fazia muito mal. Enfim… estava de bobeira, processando processos (afff!!!) inerentes a minha pessoa e não estava nem um pouco a fim de ir ao remo. Na verdade, não fiz atividade física nenhuma e o nível de endorfina estava negativo no meu corpo.
Nossa! A semana foi horrorosa. Mau humor, depressão, falta de vontade de fazer nada! Eu só queria dormir! É notório que essa falta de endorfina é, de fato, uma das grandes responsáveis pelo nosso mau humor. Claro que falta de dinheiro no banco, emprego ruim e uma série de outros fatores também, mas acredito que a maioria das pessoas que estão lendo esse post já teve uma experiência de bem-estar após uma atividade física. Não tem como negar que a sensação é maravilhosa, mas com o remo essa sensação é maior e melhor do que outras atividades físicas. Não sei explicar o porquê, mas tenho a teoria de que a atividade sendo feita na água e ao ar livre dá uma sensação de liberdade e potência, mas isso é somente um devaneio meu.
Depois de passar praticamente a semana sem ir remar, decidi acordar cedo no sábado para remar. Na noite anterior conversei comigo mesma e disse: “amanhã não terá desculpa, vai ter que voltar a remar, pois você precisa melhor esse humor”. Muito bem, no sábado acordei às 6 horas da manhã e o tempo estava muito ruim, mas não parecia que iria chover. Me arrumei, tomei um iogurte e fuuuiii!
Chagando lá, algumas pessoas do master já estavam se preparando remar no 8 COM, pois haverá regata em novembro e eles já estão treinando. Percebi que não havia mais ninguém e já estava vendo que eu iria voltar para casa sem remar. De repente apareçam três pessoas e fomos remar no four skiff para minha alegria, pois o four skiff, na minha opinião é um dos melhores barcos para se remar.
Começamos a remar e eu estava meio “desconectada” e já no início estava errando horrores. Afinal, eu estou num processo de aprendizagem e ainda falta muuuuito para aprender a remar de verdade. Claro que eu ainda me sinto muito insegura para remar no master, mas a oportunidade que eu tenho de aprender é enorme e mais uma, isso se configurou neste sábado. Uma das pessoas que estava remando com a gente, teve toda a boa vontade de corrigir, auxiliar e orientar. As pessoas que estavam no barco só queriam remar e não estavam se importando em ter que ensinar. Foi tão gratificante aquele, pois o importante para as pessoas que estavam ali era somente remar.
Além de ter tido essa experiência, pois para mim, cada dia que vou remar é uma experiência única, a chuva veio nos presentear. Digo que foi um presente, pois estava calor e choveu um pouco e foi muito gostoso. Nesse dia, voltei para casa com a sensação de ter remado, estava bem, feliz e com a endorfina a todo vapor!